E os relógios pulsam a pouco e pouco.
Não estou aqui a fazer nada;
estou a adiar o provável adiamento seguinte.
Tudo se consome, tudo se gasta, e na corrida de sempre, continuo parado.
A minha maior saliência é todo este estar parado,
rocha de aridez e erosão sem causa;
a erosão de ela mesma não ter uma causa.
Tudo é mormente o momento de agora, e uma estilística caverna de vício sem química.
E nem sequer tenho um grande sulfato que escrever.
Pequenez sem pena ou nada.
A tinta é falta de evitamento-liberdade.
Esborracha-se,
no ecrã impávido e implacável.
A cabeça só se soergue num patamar antigo,
de quando em quando,
para saber que não está à vista.
Cobrindo o pátio-novidade, um gigante mata-borrão
parado.
E diluo-me continuação,
entre aspas.
Sem.